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Luiz Bacci quando criança no comando do Domingo no Palco da Tv Manchete

Vejam o Vídeo:



Domingo no Palco era o seguimento infantil do Domingo Milionário, um programa da extinta Rede Manchete apresentado por Luiz Bacci e Isabella Veiga. Das 12:00 as 14:00hs, ao vivo e com público, era voltado para as crianças com brincadeiras, desenhos e entrevistas.

As escolhas dos apresentadores do Domingo no Palco foi feita pelo diretor Homero Salles com base em experiências com os dois apresentadores no SBT (Sistema Brasileiro de Televisão). Luiz Fernando Bacci era locutor em Mogi das Cruzes e havia dado uma entrevista para Jô Soares no também extinto programa "Jô Soares 11 e Meia", e se destacou com respostas rápidas e criativas. Isabella Veiga fazia quadros nos programas Hot Hot Hot, comandado por Silvio Santos e Papo de Criança, comandado por Gugu Liberato, e também chamou atenção por seu rosto angelical, desenvoltura e voz forte.

Homero foi chamado pela Manchete para um projeto bem pretensioso: ocupar as tardes de Domingo da emissora com uma programação que pudesse atender toda a família brasileira. Visando agradar as crianças, lembrou-se de Luiz e Isabella para comandar a atração.

O Domingo Milionário era dividido em três seguimentos. Tendo como apresentadores do seguimento jovem Luiz Thunderbird e Marcelo Augusto e do seguimento adulto Jota Silvestre a frente do primeiro programa da televisão brasileira a oferecer 1 milhão de reais em barras de ouro.

Atualmente Homero é diretor do Programa do Gugu, Luiz Bacci é repórter do SBT e Isabella Veiga é atriz e locutora.


Por Onde Anda: Bozo?

Por TAYNARA MAGAROTTO

SÃO PAULO - Mesmo depois de 19 anos do fim da presença do famoso palhaço Bozo no Brasil, o público ainda se lembra das brincadeiras que o personagem norte-americano – que teve sua versão brasileira – fazia.

Pois é, se lembrando disso, o Famosidades quis saber por onde andava o último intérprete do palhaço no Brasil, Arlindo Barreto, que teve um programa infantil no SBT.O Bozo fez muito sucesso naquela época, porém muitas crianças - que nem conheceram o programa do humorista - de hoje faz brincadeiras em referência ao personagem dos anos 1980. Quem não escutou a frase “E eu sou o Bozo!” quando alguém fala algo que é difícil de acreditar?

Ao contrário do que se pensava, Arlindo Barreto gosta deste tipo de lembrança. “É a marca do nostalgismo que assola os meios de comunicação, e eu me divirto com isto”, declarou ao Famosidades.

Arlindo Barreto tem hoje 57 anos e depois de sair da TV se tornou pastor evangélico. Mas para quem pensa que Barreto já iniciou sua carreira artística como o Bozo, está enganado. “Comecei como ator de novelas, como ‘Gina’, ‘Maria, Maria’, ‘Sítio do Pica-Pau Amarelo’, ‘Os Imigrantes’, ‘Cara a Cara’, ‘Dulcinéia Vai à Guerra’. Fui para o cinema, fiz 25 longas metragens, mas aceitei o desafio de fazer as pessoas sorrirem. Achei que fazer chorar era muito fácil. O circo é um desafio para o artista”, contou ele, que foi escolhido por unanimidade pela empresa dona dos direitos autorais do Bozo e por Silvio Santos a ficar com o papel de Bozo no Brasil.

O programa do Bozo fez muito sucesso e foi sensação da TV brasileira por muito tempo, porém Barreto admitiu que foi muito cansativo. “Muito incômodo, pois o programa durava das 8 horas às 18 horas. Batemos o recorde de permanência no ar, recebemos cinco Troféus Imprensa, três discos de ouro, medalhas da paz, título de Embaixador da Boa Vontade pela UNESCO. Consegui uma galeria de prêmios invejável e isto sim, foi muito gratificante”, relembrou.

Arlindo Barreto fez sucesso na pele de Bozo, porém também garantiu problemas tanto para a sua vida pessoal quanto profissional. Foi por seu envolvimento com as drogas e álcool que o ator perdeu os direitos de dar vida ao palhaço, e foi aí que os rumos de sua vida mudaram completamente.

O ex-palhaço destacou o principal momento da vida que o fez mudar de Bozo para um pastor de igreja evangélica: a morte de sua mãe, a famosa atriz Maria de Windsor. “Eu já havia alcançado tudo aquilo que acreditamos ser a verdadeira fonte de alegria: cultura, fama, prestígio, dinheiro e uma família bonita. Nada disso conseguiu preencher o vazio que eu sentia. Márcia de Windsor, minha querida mãe, morreu. Eu sofri um choque”, contou.

Arlindo Barreto confessou o jeito que arrumou para fugir da dor de ter perdido sua mãe. “Tentei afogar a saudade do meu peito com bebida e o resultado foi pior. Usei a cocaína para fugir da depressão e fiquei dependente. Afastei as pessoas que eu mais amava. Sofri um terrível acidente em 1986, e fui levado para o hospital praticamente sem sangue”, lembrou ele, que teve a visita de um pastor evangélico que o fez entrar para a religião.