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Fenômeno em 2016 com game, "Pokémon" virou febre na Record em 1999

Por Thiago Forato

Fenômeno em 2016 com game, "Pokémon" virou febre na Record em 1999
O protagonista Ash e um dos Pokémons mais queridos, o Pikachu
O desenho "Pokémon" voltou a ser uma febre mundial. E não é por conta de sua exibição na televisão.

No começo de julho, a Niantic, a Nintendo e a The Pokémon Company lançaram "Pokémon Go", primeiramente em países como Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, e posteriormente sendo lançado em outros lugares, fazendo um sucesso arrebatador.
Em poucos dias, histórias bizarras. Gente pedindo demissão do emprego para caçar pokémons, término de namoro, menina encontrando um cadáver em rio buscando uma criatura aquática, além de histórias de ladrões se aproveitando da fissura dos jogadores para roubar celulares. 
No Brasil, o jogo foi finalmente lançado nesta quarta-feira (3), após muitas reclamações do público nas redes sociais, e promete histórias tão curiosas quanto.
Mas foi em 1999 que o país conheceu o desenho "Pokémon", quando desembarcou na Record.
O início
Visando concorrer com os desenhos da Globo e SBT, a Record não pensou duas vezes quando percebeu o sucesso de "Pokémon" no Japão e rapidamente o comprou.
Na época, o anime ficou conhecido por mandar 685 pessoas (a maioria crianças) para o hospital, ao assistir um de seus episódios.
Isso porque, em dezembro de 1997, cerca de 13 mil crianças japonesas passaram mal ao assistir uma cena de cinco segundos do desenho. A cena mostrava Pikachu, um pokémon famoso da série, soltando raios de luz coloridos pelos olhos de forma intensa.
Famosa cena que levou crianças japonesas ao hospital
Muitas crianças tiveram convulsões, mas foram liberadas no mesmo dia. 
A técnica usada para a cena, de acordo com um dos produtores, foi o "paka-paka", que consiste em alternar o brilho de diferentes cores, criando um clima de tensão. Além disso, houve um flash. A união dos dois pode ter sido a causa do problema.
A Record, é claro, tratou de limpar a imagem de "Pokémon" no Brasil antes do lançamento para tirar essa carga negativa.
O canal mostrou como a série havia sido transmitida sem quaisquer tipo de problemas em países como Canadá, Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos.
O desenho virou uma febre nacional, colocando a Record na disputa da ponta do Ibope, vencendo Globo e SBT diversas vezes.
Produtos licenciados "pipocavam", como Tazos, materiais escolares, cartas e tudo mais para que as crianças pudessem adquirir. 
Recorde de bilheteria
No verão de 2000, foi lançado "Pokémon - O Filme", batendo recorde de público de um filme de animação no seu primeiro fim de semana no Brasil, segundo a Warner Bros.
Ele foi visto por 468 mil pessoas no país, ultrapassando "Toy Story 2" (304 mil espectadores), "Tarzan" e "O Rei Leão" - cujos dados não foram divulgados pela distribuidora, a Buena Vista, braço da Walt Disney.
Longa foi lançado em 1998 no Japão e no verão de 2000 no Brasil
"Pokémon" também teve a melhor performance em filmes infantis lançados na época. "Xuxa - Requebra" teve 480 mil espectadores na primeira semana e "O Trapalhão e a Luz Azul", 104 mil espectadores.
Enquanto isso, "Castelo Rá-Tim-Bum - O Filme", foi assistido por 90 mil espectadores na primeira semana. 
Globo se mexe e acaba comprando animação
Em 2000, a Globo teve que se mexer para contra-atacar a Record. Comprou "Digimon", tratado como uma espécie de primo do "Pokémon".
A audiência do "Angel Mix", apresentado por Angélica, não passava dos 8 pontos, sendo superada por Record e SBT.
Em maio de 2000, a Record obteve 11 pontos nas manhãs no horário do desenho, entre 11h e 12h, contra 5 da Globo e 7 do SBT.
Desenhos japoneses disputavam a preferência da criançada no início da década passada
A Globo só conseguiu respirar depois que seu desenho estreou.
Em 2004, ela comprou a quinta temporada de "Pokémon" para exibi-la, mas a animação já não fazia mais o mesmo sucesso de outrora. 
Em 2010, com uma faixa de desenhos às 18h, a RedeTV! passou a exibir "Pokémon" e teve até o segundo lugar no Ibope, com médias que chegavam a 5 pontos.
Atualmente, nenhuma emissora possui os direitos de exibição.

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