Por Blog Parabólica, Vanucci
O empresário apareceu morto em um motel, enrolado no lençol cheio de sangue. A cena é um marco na novela, o início de uma série de mistérios e o crime que coloca toda a história amarrada com a morte de Eugênio. A sequência exigia uma boa bagagem dramática dos intérpretes, como dizem os diretores de teledramaturgia, mas não foi o que o telespectador viu na tela. Maitê Proença podia oferecer muito mais ao público, mas optou por uma interpretação seca, um pouco longe da dor da viúva, mesmo que ela seja a assassina e precisa disfarçar. Faltou algo e a atriz não pode ficar brava com a cobrança de quem assiste a novela.
A situação foi pior para Kayky Brito. Nas cenas em que vê o pai morto e acompanha a mãe na casa da avó o jovem ator provou que não tem a bagagem dramática necessária para um momento intenso como este. Não convenceu o público, nem mesmo a lágrima forçada que escorre pelo rosto bonito de revistas para tentar mostrar o que os olhos não sentiam. No capítulo de ontem, mais uma vez, Fernanda Montenegro mostrou o que é ser uma atriz e exemplificou o que é a bagagem dramática necessária para quem interpreta na TV, cinema ou teatro. Espero que os mais jovens acompanhem no estúdio a gravação das cenas com Bete Gouvea. E mais… que consigam aprender.


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