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Uma discussão coerente com o público jovem


Nesta quinta e sexta feira foram ao ar as sequências que culminam na morte da personagem Júlia de "Malhação". Grávida, a menina é vítima de um atropelamento num arrastão perto do colégio, num veículo dirigido por um menor de idade. A discussão da vez, agora, é a maioridade penal. 18 anos? 16 anos? Qual seria a melhor opção? Continuar com 18 anos, ou abaixar para 16?
Cada personagem tem uma opinião e a intenção de Emanuel Jacobinna (autor da temporada) é essa mesma: Levantar essa polêmica. A cena foi forte, e muito bem feita. Por causa do Ministério Público, certos detalhes não puderam ser mostrados, por conta da classificação indicativa do programa, mas tudo foi muito bem feito, muito bem explicado, e confesso, que até bem ousado.

Tratando especificamente de "Malhação", há muito tempo que a novela teen não mostra cenas tão impactantes como essa. Nem mesmo o uso do crack na temporada anterior foi tratado da forma que devia. A Globo e o autor acertaram em discutir esse assunto no folhetim, que é assistido pela maiorida dos jovens, e é um assunto muito explorado nas escolas e também na câmara de deputados e no senado.

Essa inserção de assuntos que fazem, de certa forma, a população refletir, é fundamental na televisão, que é uma forma de criar cultura nas pessoas. Ainda mais numa trama que é assistida basicamente por jovens. A função social está sendo muito bem cumprida.

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