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Hamilton vence em Monza; Massa dá passagem a Alonso e não vai ao pódio

Brasileiro da Ferrari fecha GP da Itália em quarto, logo atrás do espanhol. Pérez surpreende e leva Sauber ao segundo lugar. Bruno termina em 10º


Largando em terceiro no GP da Itália, Felipe Massa sonhava, enfim, quebrar o jejum de vitórias. Ele sabia que uma conquista diante da apaixonada torcida da Ferrari – que cobria as arquibancadas de Monza de vermelho – seria importante na busca de uma renovação de contrato para o próximo ano. Mas a vitória não veio e ele ficou a uma posição de voltar ao pódio.  Lewis Hamilton se mostrou imbatível com a McLaren e venceu praticamente de ponta a ponta - deixou a liderança por algumas voltas antes de Sergio Pérez, da Sauber parar nos boxes. Em seguida, veio o surpreendente mexicano, que levou o carro do time suíço da 12ª para a segunda colocação. Quem fechou o pódio foi justamente Fernando Alonso, companheiro do brasileiro no time italiano. Massa cruzou em quarto, igualando seu melhor resultado no campeonato, obtido no GP da Inglaterra. Na 39ª das 53 voltas, quando era segundo, Massa não ofereceu resistência e abriu caminho para Alonso, que vinha mais rápido. Bruno Senna completou a prova em décimo e somou mais um ponto no campeonato. Confira os melhores momentos no vídeo.
Com a vitória, sua terceira na temporada, Hamilton assume a vice-liderança do Mundial, com 142 pontos, 37 atrás de Alonso. Com os abandonos de Sebastian Vettel e Mark Webber, o espanhol aumentou a vantagem na ponta, que era de 24 pontos. Outro que se beneficiou com as quebras da RBR foi Kimi Raikkonen. O finlandês da Lotus chegou em quinto na prova deste domingo e subiu para a terceira posição na classificação.
Alonso e Massa GP da Itália  (Foto: AP)
Felipe Massa não pôde resistir à pressão de Fernando Alonso em Monza, e ficou fora do pódio (Foto: AP)
Largada tranquila em Monza
A suspensão de Romain Grosjean, da Lotus, por provocar o acidente na caótica largada do GP da Bélgica surtiu efeito. Parece que os pilotos aprenderam a lição e não houve sequer um toque na forte freada da primeira chicane, na estreita pista de Monza. Em terceiro no grid, Massa largou bem, ultrapassou Button e chegou a tentar um bote no líder Hamilton. Curvas dpeois, Button tentou dar o troco, mas o brasileiro fechou a porta. Partindo de décimo, seu companheiro de Ferrari, Alonso, também começou bem. Ganhou duas posições na largada e mais uma durante a primeira volta.
Nas volta iniciais, o espanhol ganhou mais uma posição, subindo para sexto. Em seguida, protagonizou com Schumacher um duelo de nove títulos mundiais e levou a melhor na sétima volta, ao utilizar a asa móvel na reta principal.
Bruno partiu de 13º, ganhou uma posição na largada e na oitava volta já brigava com Paul di Resta, da Force India, para entrar na zona de pontuação. No entanto, foi espremido pelo escocês na curva Roggia. Forçado a passar reto, perdeu a posição para a RBR de Mark Webber.
O primeiro a deixar a corrida foi Jean-Eric Vergne, na nona passagem. A STR do francês apresentou problemas mecânicos, e o piloto perdeu o controle do carro na primeira chicane, quase decolando nos “quebra-molas” colocados na área de escape. Enquanto isso, Hamilton abria, aos poucos, vantagem na ponta. O britânico da McLaren colocou 3s sobre Massa em dez voltas. Cinco passagens depois, a vantagem do britânico era de 5s. Button aparecia em terceiro, seguido por Vettel e Alonso.
Massa, então, passou a reclamar do desgaste dos pneus traseiros de sua Ferrari. O brasileiro começou a perder terreno para Button e, na volta 18, foi ultrapassado na Curva Grande. Logo em seguida, foi para os boxes fazer sua primeira parada.
 A essa altura, a disputa de destaque era entre Vettel e Alonso. Eles entraram nos boxes juntos. Na saída, percorreram o pitlane quase lado a lado, mas o alemão conseguiu se manter à frente do espanhol. A dupla voltou colada em Massa, quarto colocado, que havia perdido segundos preciosos ao retornar dos boxes atrás da STR de Daniel Ricciardo. A liderança era de Sergio Pérez, da Sauber, único dos ponteiros que ainda não havia feito o pit stop.

Vettel dá "chega para lá" em Alonso
Os dois bicampeões continuaram duelando intensamente pela quinta colocação. Sedento, Alonso tentou dar o bote, mas teve a porta fechada pelo alemão e saiu com as quatro rodas na grama na Curva Grande (veja no vídeo). Lance semelhante ao episódio envolvendo os dois, só que em papéis inversos, no GP da Itália de 2011. Após controlar o carro e voltar à pista, perdeu contato com Vettel. Mas o piloto da Ferrari conseguiu se recuperar rapidamente, para ultrapassar o alemão na 30ª volta e assumir a quarta posição, já que, pouco antes, Pérez havia, enfim, parado nos boxes. O “chega para lá” de Vettel, porém, deixou Alonso irado. O espanhol reclamou muito no rádio e pediu uma punição. Voltas depois veio a sentença da direção de prova: o alemão foi penalizado com um drive-through.

Alonso ultrapassa Massa
Na 34ª volta, mais mudança nas primeiras posições. O segundo colocado, Button, abandonou com problemas no motor da McLaren. Com isso, Massa subiu para segundo, seguido por Alonso. A expectativa era saber se haveria ordens da Ferrari para a troca de posição de seus pilotos. Apesar de o jogo de equipe estar liberado, a escuderia italiana só avisou ao brasileiro: “Fernando está três segundos atrás” e “Fernando está a 0s9 e pode usar a asa móvel”. Na 39ª volta, o espanhol, mais rápido, ultrapassou Massa, que não ofereceu resistência, e assumiu a segunda colocação.
E o sonho de Massa de retornar ao pódio acabou na volta 43, quando perdeu o terceiro lugar para o surpreendente Pérez na “Parabólica”. O mexicano apostou em uma parada tardia nos boxes e surgiu com pneus menos desgastados que os rivais. Na sequência, o piloto da Sauber foi à caça de Alonso. Bem mais veloz, superou o espanhol na Ascari” para assumir o segundo lugar. Virando mais de 1s abaixo do líder Hamilton, Pérez tinha seis voltas para alcançar o piloto da McLaren. Enquanto isso, Vettel deixava a corrida, com problemas do motor da RBR, quando se encontrava em sexto.
Pelo rádio, a McLaren avisou a Hamilton, que Pérez imprimia bom ritmo. Apesar de mais lento, o inglês manteve a regularidade e conseguiu cruzar em primeiro, 4s3 à frente do mexicano. Nas três últimas voltas, ainda houve tempo para mais dois abandonos. Hulkenberg recolheu a Force India aos boxes e Webber rodou na Ascari e parou logo depois.
Hamilton no pódio GP da Itália (Foto: Reuters)
Hamilton comemora vitória no pódio GP da Itália. Foi o terceiro triunfo do inglês no ano (Foto: Reuters)


Confira o resultado final do GP da Itália (53 voltas):
1 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1h19m41s221
2 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 4s356
3 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 20s594
4 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 29s667
5 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) - a 30s881
6 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 31s259
7 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 33s550
8 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 41s057
9 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 43s898
10 - Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) - a 48s144
11 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) - a 48s682
12 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) - a 50s316
13- Jerome d'Ambrosio (BEL/Lotus-Renault) - a 1m15s861
14 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) - a 1 volta
15 - Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) - a 1 volta
16 - Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) - a 1 volta
17 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) - a 1 volta
18 - Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) - a 1 volta
19 - Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) - a 1 volta
Não completaram:
Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - na volta 51
Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) - na volta 50
Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - na volta 47
Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - na volta 32
Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) - na volta 8


Hamilton vence no Canadá, vira líder e amplia recorde de equilíbrio em 2012

Inglês é o sétimo vencedor diferente nas sete primeiras provas da temporada. Grosjean e Pérez completam o pódio. Massa chega em 10º, Bruno é o 17º

O GP do Canadá provou mais uma vez que a monotonia não foi convidada para a temporada 2012 da Fórmula 1. A corrida, que seguia sem grandes emoções, ganhou jeito de drama no fim e coroou Lewis Hamilton, da McLaren, como o sétimo vencedor diferente após sete provas. Bem que Fernando Alonso (Ferrari) e Sebastian Vettel (RBR) tentaram surpreender o britânico e se arriscaram até o fim com apenas uma parada nos boxes. Não adiantou. Com os pneus desgastados, os dois bicampeões viram Hamilton recuperar as posições na pista e, pior, ainda foram superados por Romain Grosjean (Lotus) e Sergio Pérez (Sauber), que comemoram muito o pódio inesperado. Vettel ainda se arrependeu da tática, fez o pit e tomou o quarto lugar de Alonso, somando pontos valiosos na briga pela ponta do Mundial. Mas quem pulou para o topo foi o inglês, com 88 pontos, dois a mais que o espanhol da Ferrari, que está um à frente do alemão da RBR.
Enquanto havia motivos de sobra para os três primeiros colocados celebrarem, os brasileiros tiveram mais uma corrida para esquecer. Felipe Massa até que começou bem ao superar Nico Rosberg na segunda volta, mas rodou sozinho quatro passagens depois. O piloto da Ferrari vinha se recuperando e chegou a estar em sexto, mas não manteve o ritmo e terminou na 10ª posição, somando apenas um ponto. Bruno Senna fez uma prova apagada. Largou do 16º lugar e terminou em 17º. Outro que mais uma vez não esteve em um bom dia foi Jenson Button. Enquanto viu seu companheiro de McLaren triunfar, o campeão de 2007 teve um desempenho melancólico e fechou apenas em 16º.
Hamilton no pódio do GP do Canadá (Foto: Reuters)
O inglês Lewis Hamilton comemora vitória no Canadá: sete vencedores em sete provas (Foto: Reuters)
Início tranquilo
A largada transcorreu normalmente, sem incidentes. Vettel manteve a ponta, seguido de perto por Hamilton, Alonso e Webber. Massa começou bem, pressionando Rosberg durante toda a primeira volta. Na passagem seguinte, o piloto da Ferrari conseguiu uma bela ultrapassagem por fora sobre o alemão, antes da chicane que antecede a reta de chegada. De nada adiantou a boa largada do brasileiro. Na sexta volta, ele rodou sozinho na curva 1 e acabou caindo para a 12ª posição. Partindo de 16º no grid, Bruno chegou a ganhar uma posição, mas perdeu rendimento e, na sexta volta, caiu para 19º após ser ultrapassado pelo companheiro de Williams, Pastor Maldonado, que largou em 22º em razão de uma troca de câmbio.

Prova comprometida para Massa
Em razão da rodada, Massa alterou a estratégia de corrida e foi o primeiro a parar nos boxes, na 13ª passagem. No pelotão da frente, Hamilton e Alonso começaram a diminuir drasticamente a diferença para o líder Vettel, que ainda deu uma pequena escapada no hairpin e quase foi atingido pela McLaren do inglês.
A primeira rodada de pit stops inverteu a situação dos três primeiros colocados. Vettel seguiu para os boxes na 16ª volta. Hamilton parou na seguinte e ganhou a posição do piloto da RBR. Alonso permaneceu na pista por mais duas voltas e retornou à frente dos dois após a parada. Mas o britânico deu o troco rapidamente: ultrapassou o espanhol antes da última chicane e assumiu a ponta após Grosjean ir para o pit.
Atrás do trio, a cerca de cinco segundos, vinham Raikkonen e Pérez, que optaram por uma estratégia de apenas uma parada. Os dois só foram para os boxes na volta 41, voltando logo atrás de Massa, o sexto. O brasileiro conseguiu imprimir um bom ritmo de prova, se manteve entre os mais rápidos da pista e recuperou diversas posições após os pits dos rivais. No entanto, Massa não conseguiu segurar a tocada até o final, foi superado e completou em décimo, marcando apenas um ponto.


Surpresas reservadas para o fim
No fim, a monotonia deu lugar ao drama. Na 50ª volta, o líder Hamilton parou nos boxes e voltou na terceira posição. Daí em diante, era só aguardar os pits de Alonso e Vettel e cruzar em primeiro. Ledo engano. Os bicampeões surpreenderam e arriscaram permanecer na pista até o fim, e Hamilton se viu obrigado a recuperar as posições no braço. O campeão mundial de 2008 tirou a diferença, ultrapassou o alemão a oito voltas do fim, superou o espanhol duas passagens depois, retomou a ponta e cruzou a linha de chegada em primeiro. A tática de Alonso e Vettel não funcionou e os dois ainda perderam seus lugares no pódio para Grosjean e Pérez. O piloto da RBR diminuiu o prejuízo ao parar nos boxes na volta 64 e conseguiu tomar o quarto lugar do rival da Ferrari.  O pódio recompensou as belas exibições do francês da Lotus e do mexicano da Sauber, que largaram, respectivamente de 7º e 15º, também optaram por apenas um pit stop. Enquanto Grosjean parou na mesma volta que Alonso (19ª), mas não teve o mesmo desgaste de pneus do espanhol. Pérez fez seu pit apenas na 41ª passagem e conseguiu uma excelente corrida de recuperação.
Hamilton vence GP da Canadá (Foto: AP)
Lewis cruza em primeiro e fatura emocionante GP do Canadá (Foto: AP)
Confira a classificação final do GP do Canadá, sétima etapa da temporada 2012:

1- Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1h32m29s586
2- Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – a 2s513
3- Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – a 5s260
4- Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – a 7s295
5 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 13s411
6 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 13s482
7 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – a 15s085
8 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – a 15s567
9 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – a 24s432
10 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) – a 25s272
11 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – a 37s693
12 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – a 46s236
13 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – a 47s052
14 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) – a 1m04s475
15 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) – a 1 volta
16 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – a 1 volta
17 - Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – a 1 volta
18 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – a 1 volta
19 - Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – a 1 volta
20 - Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) – a 2 voltas

Não completaram
Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – volta 57
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – volta 34
Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – volta 25
Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) – volta 23

Webber vence em Mônaco, e F-1 bate recorde de equilíbrio; Massa é o sexto

Temporada tem agora seis vencedores nas seis primeiras provas, fato inédito para a categoria; Felipe obtém melhor resultado do ano, e Bruno é o décimo

Equilibrada e emocionante, a temporada 2012 da Fórmula 1 ganhou um capítulo histórico nas ruas do principado de Mônaco neste domingo. Pela primeira vez nos 63 anos de categoria, seis pilotos diferentes venceram as seis etapas iniciais do campeonato. Em Monte Carlo, foi a vez de Mark Webber, da RBR, sentir o gosto do champanhe no alto do pódio e aumentar a lista que já contava com Jenson Button (Austrália), Fernando Alonso (Malásia), Nico Rosberg (China), Sebastian Vettel (Bahrein) e Pastor Maldonado (Espanha). O brasileiro Felipe Massa também teve motivos para sorrir no domingo: disposto a reagir, chegou em sexto lugar, sua melhor colocação neste ano.
Após herdar a pole position com a punição a Michael Schumacher no sábado, o australiano só deixou a ponta por algumas voltas, em razão da parada tardia nos boxes do companheiro Vettel. E a vitória que parecia tranquila ganhou contornos dramáticos no fim. A chuva, que ameaçou cair durante toda a prova, resolveu dar as caras faltando 12 voltas. Juntou o pelotão da frente e fez a diferença entre o líder Webber e o sexto colocado Massa cair para três segundos.
GP de Mônaco, F1, Mark Webber (Foto: Agência AP)
Festa para Mark Webber em Mônaco: piloto é o sexto a vencer na temporada 2012 (Foto: Agência AP)



O piloto da RBR conseguiu administrar a pequena vantagem sobre Nico Rosberg e completou as 78 voltas na primeira colocação. O alemão da Mercedes cruzou em segundo, seis décimos atrasado na briga pela vitória. Alonso, que ganhou a posição de Lewis Hamilton nos boxes, completou o pódio. O espanhol chegou imediatamente à frente de Vettel e tirou o rival da liderança do campeonato. Agora, Alonso tem 76 pontos, três a mais que o alemão da RBR, que acumula os mesmos 73 pontos de Webber, mas fica à frente nos critérios de desempate (posições melhores nas corridas).
Em busca da volta por cima após um início ruim no campeonato, Massa confirmou o bom fim de semana. Com o sexto lugar, marcou oito pontos e subiu para a 14ª colocação na tabela. Além disso, teve um exibição consistente, andou no ritmo dos líderes e terminou a prova apenas seis segundos atrás do vencedor Webber. O compatriota Bruno Senna, da Williams, também chegou na zona de pontuação. Fechou em décimo, assegurou um ponto e está logo à frente de Massa, com 15.
GP de Mônaco, F1, Alonso (Foto: Agência AP)
O espanhol Fernando Alonso chegou em terceiro
e assumiu a liderança da tabela (Foto: Agência AP)
Jenson Button e Pastor Maldonado foram os destaques negativos do fim de semana. O inglês da McLaren largou em 12º, foi ultrapassado por Heikki Kovalainen, da “nanica” Caterham, e duelou com o finlandês durante toda a prova até abandonar a oito voltas do fim. O venezuelano, vencedor do GP da Espanha, largou em último e bateu logo na largada. Outro que não completou a prova foi Michael Schumacher. O heptacampeão tinha feito uma profecia: disse aos jornalistas que seria o mais rápido do treino, cairia para sexto por causa da punição na Espanha (quando bateu em Bruno Senna) e venceria a prova no domingo. As duas primeiras partes se concretizaram, mas ele não conseguiu acompanhar os líderes e abandonou na 65ª volta com problemas na Mercedes.


'Levitação' na largada

Com pista estreita e muros próximos, o risco de uma batida na largada em Monte Carlo é sempre alto. E foi o que aconteceu neste domingo. Romain Grosjean, da Lotus, se envolveu em mais um acidente no início da prova. Após tocar a Ferrari de Alonso, o francês jogou para esquerda, espremeu Schumacher no guard rail e rodou perigosamente, no meio da pista. Sobrou para o japonês Kamui Kobayashi, que não conseguiu desviar a tempo, tocou na Lotus e viu sua Sauber “levitar”. Os outros carros reduziram para evitar o acidente, mas Maldonado, que largou em último, demorou a frear e acertou a HRT de Pedro de la Rosa. Os quatro pilotos abandonaram.
Webber, Rosberg e Hamilton se mantiveram nas três primeiras posições, e os brasileiros largaram bem. Massa subiu de sétimo para quinto, e Bruno pulou de 13º para décimo. Outro que também fez boa largada foi Vettel, que passou da nona para a sexta colocação. Em razão da batida, o safety car precisou ficar na pista durante quatro voltas, e a relargada transcorreu sem incidentes.
F1 Monaco Kamui Kobayashi (Foto: AP)
Após tocar em Grosjean na largada, Sauber de Kobayashi parece flutuar (Foto: AP)
 corrida seguiu sem muitas alterações até a primeira rodada de pit stops. A principal atração era o “trenzinho” puxado por Kimi Raikkonen. Mais lento, o finlandês perdeu contato com o sexto colocado Vettel e segurou Schumacher, Nico Hulkenberg, Bruno Senna, Paul di Resta e Daniel Ricciardo por várias voltas, até parar nos boxes. Com a ameaça de chuva, os pilotos tentaram permanecer o maior tempo possível na pista, mas com o aumento do desgaste dos pneus, precisaram seguir para os pits. A Ferrari trabalhou bem e Alonso ganhou a posição de Hamilton. Um dos poucos a largar com pneus macios, Vettel optou por uma estratégia diferente, retardou a parada e assumiu a liderança, seguido por Webber, Rosberg, Alonso e Massa.
No meio do grid, Sergio Pérez, que largou em 23º, teve a corrida de recuperação prejudicada ao ser punido com um drive through na 39ª volta. Ele atravessou a pista na frente de Raikkonen para entrar nos boxes e quase causou um acidente. Como prêmio de consolação, o mexicano anotou a melhor volta da prova: a 49ª, com 1m17s296.

Webber recupera a ponta
GP de Mônaco, F1, Mark Webber (Foto: Agência AP)
Webber cruzou em primeiro (Foto: Agência AP)
Na parte da frente, Vettel aguentou até a 46ª passagem. O piloto da RBR parou nos boxes e voltou na quarta posição, à frente de Hamilton e Massa. Seu companheiro Webber retomou a ponta, seguido de perto por Rosberg e Alonso.
A chuva que ameaçou cair durante toda a prova finalmente chegou na 66ª volta e injetou emoção no fim da corrida. O pelotão da frente se aproximou, e apenas três segundos separavam o líder Webber do sexto colocado Massa nas voltas finais. Mas as condições climáticas melhoraram rapidamente, a pista voltou a secar, e o australiano segurou a pequena vantagem sobre Rosberg, cruzando em primeiro, seis décimos à frente do alemão da Mercedes. Alonso chegou em terceiro, seguido de perto por Vettel, Hamilton e Massa. A zona de pontuação foi completada por Di Resta, Hulkerberg, Raikkonen e Senna.

Confira o resultado final do GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2012 da Fórmula 1:
1 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – 1h46m06s557
2 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 0s0643
3- Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 0s947
4 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – a 1s343
5 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – a 4s101
6 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) – a 6s195
7 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – a 41s500
8 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – a 42s500
9 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – a 44s000
10 - Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – a 44s500
11 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – a 1 volta
12 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) – a 1 volta
13 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – a 1 volta
14 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – a 1 volta
15 - Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) – a 2 voltas
Abandonaram:
Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – na volta 71
Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) – na volta 66
Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) – na volta 65
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – na volta 64
Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – na volta 16
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – na volta 6
Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – na volta 1
Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – na volta 1
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – na volta 1

Maldonado leva Williams e Venezuela a vitória histórica no GP da Espanha

Diante da torcida, Alonso é 2º, e Raikkonen completa pódio. Punido, Massa chega apenas em 15º, e Bruno Senna abandona após batida com Schumi

Histórico é pouco para definir o domingo de Pastor Maldonado. Após conquistar sua primeira pole, herdada com a punição que jogou Lewis Hamilton para o fim do grid, o venezuelano teve sangue frio para administrar a vantagem sobre o piloto da casa, Fernando Alonso, e venceu o GP da Espanha, quinta etapa da temporada 2012. Aos 27 anos, Maldonado levou seu país pela primeira vez ao alto do pódio e conduziu a tradicional Williams de volta aos dias de glória, justamente no fim de semana em que a equipe celebrou os 70 anos de seu fundador, Sir Frank Williams. A última vitória da escuderia de Grove tinha sido há quase oito anos, por coincidência com outro sul-americano, o colombiano Juan Pablo Montoya, no GP do Brasil, em outubro de 2004.
Fernando Alonso, da Ferrari, garantiu o segundo lugar e igualou os 61 pontos de Sebastian Vettel, da RBR, que ultrapassou Hamilton e Nico Rosberg nas voltas finais para completar a prova em sexto e manter a ponta do campeonato pelo critério de desempate. Kimi Raikkonen, da Lotus, chegou a se aproximar de Alonso no fim, mas cruzou em terceiro lugar e é o quarto na classificação geral, com 49 pontos. E a rivalidade ficou apenas na pista. No alto do pódio, os campeões mundiais Alonso e Raikkonen ergueram Maldonado, celebrando a entrada do venezuelano no hall de vencedores da F-1.
pastor maldonado williams pódio gp espanha (Foto: Agência Reuters)
Maldonado comemora muito primeira vitória na carreira (Foto: Reuters)
Se o fim de semana foi de fortes emoções para Maldonado e Alonso, o mesmo não se pode dizer para seus respectivos companheiros de equipe, os brasileiros Bruno Senna e Felipe Massa. Bruno largou apenas na 17ª posição e viu a prova acabar cedo, na 13ª volta, após ser atingido pela Mercedes de Michael Schumacher. A corrida também não foi boa para Felipe Massa. O piloto da Ferrari até largou bem de 16º e ganhou cinco posições na primeira volta, mas foi punido com um drive through (passagem pelos boxes) por excesso de velocidade sob bandeira amarela e terminou apenas em 15º.
Com cinco pilotos diferentes vencendo as cinco primeiras provas do ano, a temporada 2012 iguala o recorde de 1983, quando Nelson Piquet (Brabham), John Watson (McLaren), Alain Prost (Renault), Patrick Tambay (Ferrari) e Keke Rosberg (Williams) faturaram as cinco provas iniciais. Além de Maldonado, na Espanha, venceram também em 2012 Jenson Button (McLaren) na Austrália, Alonso (Ferrari) na Malásia, Nico Rosberg (Mercedes) na China e Sebastian Vettel (RBR) no Bahrein.
bruno senna williams schumacher mercedes gp da Espanha batida (Foto: Agência Reuters)
Bruno Senna e Michael Schumacher abandonam após batida (Foto: Reuters)
Alonso bate Pastor na largada

Diante da torcida espanhola, Alonso usou a experiência e o fato de largar do lado de dentro para tomar a ponta de Maldonado logo na primeira curva. O mesmo conseguiu Raikkonen sobre o companheiro de Lotus, Romain Grosjean, para assumir o terceiro lugar. Os brasileiros largaram bem: Massa subiu de 16º para 13º, e Bruno, de 17º para 15º. O piloto da Ferrari conseguiu mais duas posições na primeira volta, enquanto o da Williams voltou para sua colocação de origem. Após perder a pole e ter sair no fim do grid, Hamilton ganhou quatro posições na largada.
Na briga pela liderança, Alonso abriu 2s sobre Maldonado no início e manteve vantagem até o primeiro pit stop. O espanhol parou nos boxes na 11ª volta e recuperou a ponta com a parada do venezuelano na passagem seguinte. Enquanto isso, Hamilton optou por retardar a parada nos boxes e ganhou posições. Na 11ª volta, o inglês já era o sexto colocado, mas caiu para 14ª após o primeiro pit, na volta 15.

Bruno e Schumacher batem
Duas passagens antes, a corrida acabava para Bruno, após batida com Schumacher. O brasileiro, que havia sido tocado uma volta antes por Grosjean no fim da reta principal, posicionou a Williams levemente para a direita no mesmo local e retornou para frear e fazer a tomada da curva. O alemão se confundiu, atingiu em cheio o carro de Bruno e acabou na brita. Com o pneu traseiro esquerdo furado e o aerofólio danificado, Bruno tentou voltar aos boxes, mas também abandonou metros depois. Visivelmente irritado, Schumacher esbravejou no rádio: “Idiota”, culpando o brasileiro pelo acidente. Senna retrucou: “Óbvio que ele vai me culpar, ele nunca vai se culpar pelo acidente".

Venezuelano recupera liderança após parada nos boxes


pastor maldonado williams fernando alonso ferrari raikkonen lotus pódio gp espanha (Foto: Agência AFP)
Maldonado é erguido no pódio (Foto: AFP)

A Williams deu o pulo do gato na segunda rodada de pits e Maldonado assumiu a liderança da prova. Enquanto Alonso perdia tempo com o retardatário Charles Pic (punido por não respeitar a bandeira azul), o venezuelano parou nos boxes na 25ª passagem, antes que o espanhol, e ainda anotou a melhor volta em seu retorno à pista. Alonso fez seu pit na volta seguinte e voltou apenas 7s atrás do rival. Alonso tirou boa parte da diferença na terceira rodada de pit stops. Maldonado foi para os boxes na 42ª volta, enquanto o espanhol permaneceu na pista anotando voltas rápidas com pneus duros. Após fazer sua terceira parada na 45ª, o piloto da Ferrari voltou a menos de 2s do venezuelano.
Alonso chegou a ficar a menos de 1s de Maldonado, mas o piloto da Williams conseguiu voltar a abrir nas voltas finais para receber a bandeira quadriculada em primeiro, com 3s de vantagem. Depois de perder contato com o venezuelano em razão dos pneus gastos, o espanhol ainda viu o finlandês Raikkonen se aproximar, mas conseguiu assegurar a segunda colocação. O resultado só não deu a liderança do campeonato a Alonso porque Vettel se recuperou após levar um drive through, ultrapassou Hamilton a três voltas do fim e Rosberg na última passagem. Com os mesmos 61 pontos do espanhol, manteve a ponta da tabela pelo critério de desempate. Também punido com drive through, Massa cruzou em 15º. Após largar do fim do grid em razão da punição no treino classificatório, Hamilton completou a corrida de recuperação em oitavo.


Confira a classificação final do GP da Espanha:
1- Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – 1h39m9s145
2 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 3s195
3 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – a 3s884
4 - Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) – a 14s799
5 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – a 1m14s641
6 - Sebastian Vettel (ALE/RBR) – a 1m17s576
7 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 1m27s919
8 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – a 1m25s200
9 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – a 1m28s100
10 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) a 1 volta
11 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) a 1 volta
12 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) a 1 volta
13 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) a 1 volta
14 - Paul Di Resta (ESC/Force India-Mercedes) a 1 volta
15 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) a 1 volta
16 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) a 1 volta
17 - Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) a 1 volta
18 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) a 2 voltas
19 - Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) a 3 voltas
Abandonaram:
Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) na 38ª volta
Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) na 36ª volta
Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) na 23ª volta
Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) na 13ª volta
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) na 13ª volta


Rosberg brilha na China e vence pela primeira vez na carreira; Bruno é o 7º

Button perde chance de vitória após problema em pit stop. Hamilton passa Vettel no fim e assume liderança do campeonato. Massa chega em 13º

Nico Rosberg teve um fim de semana inesquecível em Xangai. Um dia depois de conquistar uma inédita pole position, o piloto voltou a brilhar e venceu o GP da China, terceira etapa do Mundial de Fórmula 1. Foi a primeira vez que o alemão de 26 anos subiu no lugar mais alto do pódio em 111 corridas na categoria. Rosberg chegou a ter a vitória ameaçada por Jenson Button. Entretanto, o britânico teve problemas no pit stop na 39ª volta e viu as chances de brigar pela ponta irem embora, tendo que se contentar com a segunda colocação. Companheiro de Button na McLaren, Lewis Hamilton garantiu o terceiro lugar no pódio com uma ultrapassagem sobre Sebastian Vettel, da RBR,  na penúltima volta.
Com o resultado, Hamilton assumiu a liderança do campeonato, com 45 pontos, dois a mais que o compatriota Button, vice-líder da competição. O espanhol Fernando Alonso, que desembarcou em Xangai como líder, terminou apenas na nona posição e caiu para o terceiro lugar na classificação geral, com 37 pontos.
Por pouco a prova não terminou para os brasileiros logo na primeira curva. Felipe Massa precisou frear mais forte para evitar colidir com a Lotus de Romain Grosjean e acabou sendo tocado na traseira por Bruno Senna, que chegou a perder um pedaço da asa dianteira da Williams. O dano parece não ter afetado o desempenho do carro de Bruno, que, com mais uma boa exibição, voltou a marcar pontos. Em 14º no grid, o brasileiro optou por largar com pneus médios (ao lado de Massa e da dupla da STR) e teve sucesso na estratégia de duas paradas nos boxes, terminando na sétima colocação, uma posição à frente do companheiro de Williams, Pastor Maldonado. Senna chegou aos 14 pontos, mas apesar do bom resultado, caiu da oitava para a nona posição no Mundial de Pilotos, sendo superado por Rosberg, vencedor da etapa chinesa.
F1 Gp da China Nico Rosberg (Foto: Getty Images)
Nico Rosberg e Jenson Button festejam no pódio após o GP da China (Foto: Getty Images)
Situação bem diferente de Bruno vive Felipe Massa, que continua zerado na tabela. Mesmo com estratégia de corrida semelhante à do compatriota (largando com pneus médios e realizando dois pit stops), o piloto da Ferrari não conseguiu um bom ritmo de corrida e ficou apenas com o 13º lugar. Massa novamente ficou atrás do companheiro Fernando Alonso, que, com três pit stops, chegou em nono.
Os pilotos voltam à pista no próximo fim de semana, para o polêmico GP do Bahrein, que chegou a ser ameaçado por problemas de segurança no país. O treino classificatório está marcado para as 8h de sábado, e a corrida, para 9h de domingo.

Boa largada de Rosberg
Nem parecia que era a primeira vez de Rosberg na pole. O alemão largou bem e manteve a ponta sem ser ameaçado. Os dois pilotos da McLaren também fizeram ótimas largadas. Button pulou da quinta para a terceira posição, enquanto Hamilton subiu de sétimo para quinto. Massa e Bruno levaram um susto com o toque logo no início. É a segunda vez que os brasileiros se chocam na temporada - a primeira foi no GP da Austrália, em que ambos tiveram que abandonar.
F1 Gp da China Bruno Senna (Foto: Reuters)
Bruno Senna tenta se manter na pista: o brasileiro fez mais uma boa corrida (Foto: Reuters)
Rosberg logo abriu vantagem confortável na liderança. Em dez voltas, colocou 4s de vantagem sobre o companheiro de Mercedes, Michael Schumacher. A prova do heptacampeão acabou cedo. Na 13ª volta, o alemão teve um problema na roda dianteira direita no pit stop e abandonou a corrida poucas curvas após sair dos boxes.



McLaren atrapalha Button
Enquanto Rosberg administrava a liderança, a dupla da McLaren ganhava posições. Bem ao seu estilo técnico e pragmático, Button mantinha um bom ritmo. O britânico chegou a assumir a liderança na 35ª volta, mas quatro passagens depois, os mecânicos tiveram dificuldade para fixar a roda traseira esquerda da McLaren durante o pit stop. Resultado: o piloto perdeu segundos valiosos na luta pela vitória, praticamente entregando o ouro para Rosberg. Mesmo assim, o inglês ainda conseguiu terminar na segunda colocação. Quem completou o pódio foi seu compatriota Hamilton, após ganhar a posição de Vettel na penúltima volta. O bicampeão, que tinha largado em 11º, ainda perdeu mais um posto, para o companheiro de RBR, Mark Webber, mas fechou a boa corrida de recuperação no quinto lugar.
F1 Gp da China Nico Rosberg (Foto: Reuters)
Após a bandeirada, festa da equipe Mercedes com a vitória de Nico Rosberg (Foto: Reuters)


Confira o resultado final do GP da China:
1 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1h36m26s929
2 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 20s626
3 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 26s012
4 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 27s924
5 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 30s483
6 - Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) - a 31s491
7 - Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) - a 34s597
8 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) - a 35s643
9 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 37s256
10 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 38s720
11 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 41s066
12 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 42s273
13 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 42s700
14 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) - a 50s500
15 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) - a 51s200
16 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) - a 51s700
17 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) - a 1min03s100
18 - Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) - a 1 volta
19 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) - a 1 volta
20 - Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) - a 1 volta
21 - Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) - a 1 volta
22 - Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) -  a 2 voltas
23 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) - a 3 voltas
Não completou:
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 43 voltas

Revista italiana detona, pede demissão de Massa e sugere até Trulli para o lugar

Massa durante o fim de semana na Austrália; brasileiro segue pressionado pela imprensa italiana
Massa durante o fim de semana na Austrália;
brasileiro segue pressionado pela imprensa italiana 
A revista italiana Autosprint não poupou Felipe Massa de críticas após a desastrosa estreia da Ferrari no GP da Austrália, no último fim de semana. Em um editorial, a publicação fez duras críticas ao brasileiro, pediu sua demissão imediata e sugeriu até o veterano italiano Jarno Trulli, demitido da Caterham, como solução.
“Desculpe dizer, mas é inútil negar o óbvio: Aquele piloto não existe mais desde agosto de 2009. Algo clicou dentro dele e ele desligou a luz do talento. A Ferrari já deu a ele muitas oportunidades, mas Maranello [sede da equipe] deve decidir rapidamente se quer desperdiçar outra temporada ou lutar pelo campeonato de construtores”, disse o texto da revista.
O incidente de agosto de 2009 a que se refere a Autosprint é o fatídico acidente de Felipe Massa na Hungria, quando uma mola bateu em seu capacete. O brasileiro perdeu o restante daquela temporada e nunca voltou a correr como se esperava. Seu contrato vai até o fim do ano e o futuro na Fórmula 1 é incerto.
No GP da Austrália, Massa teve problemas no treino de classificação e largou no 16º lugar. Na corrida, ele vinha mal até chocar-se com Bruno Senna e abandonar a corrida. Nas entrevistas que sucederam a prova, ele voltou a criticar duramente o carro. Para a Autosprint, a atitude positiva de Fernando Alonso é um diferencial em relação ao brasileiro.
O texto da publicação faz uma alusão a um post de Alonso no Twitter, com a foto de um copo com água até a metade e a ideia de que ele está “meio cheio”, em vez de “meio vazio”.
“Sendo malicioso, aquele copo meio cheio pode ter outra interpretação: Significa que Alonso está sozinho. A outra metade do copo, simbolizada pelo seu companheiro Massa, está completamente vazia”, disse a revista, que discorda de uma suposta opinião da Ferrari de que não há substitutos adequados no mercado.
“Bom, eu acho que sim e faz duas sugestões práticas e factíveis para começar. Nenhum piloto de teste ou criança. Um é Sergio Perez, que saiu da última posição em Melbourne, passando por Massa e terminando em oitavo. Mas tem outro piloto que ainda é muito rápido, experiente e está em boa forma: Jarno Trulli”, escreveu a publicação, referindo-se ao italiano de 37 anos que não renovou seu contrato com a Caterham para essa temporada.

Button vence na Austrália; brasileiros se chocam e abrem mal a temporada

Massa e Bruno batem a dez voltas do fim e abandonam a prova; inglês da McLaren ultrapassa Hamilton, segura o campeão Vettel e cruza em primeiro

Para Jenson Button, a temporada 2012 da Fórmula 1 começou com um passeio no Albert Park. O piloto da McLaren superou o companheiro Lewis Hamilton na largada e, sem sustos, puxou a fila durante as 58 voltas para vencer o GP da Austrália. O domingo de sonho para o inglês foi de pesadelo para os brasileiros. Felipe Massa e Bruno Senna, que já tinham ligado o sinal de alerta na véspera, com posições ruins no grid, tiveram uma corrida para esquecer. A dez voltas do fim, os dois se enroscaram na pista e abandonaram a disputa. Dos boxes, viram o pódio em Melbourne ser completado pelo campeão Sebastian Vettel, com sua RBR em segundo, e pelo pole position Hamilton, que chegou a ser pressionado por Mark Webber nas voltas finais, mas segurou o terceiro lugar.
O campeonato já se anunciava complicado para os brasileiros, e o desfecho na Austrália ajudou a confirmar as previsões pessimistas. Massa, que largou em 16º, e Senna, o 14º, travavam uma amarga disputa pela 13ª posição com Daniel Ricciardo, da STR, enquanto seus companheiros de equipe corriam lá na frente – Alonso chegou em quinto, e Pastor Maldonado estava em sexto até a última volta, quando bateu. A Ferrari de Felipe tocou a Williams de Bruno, os carros se engancharam, e a etapa de abertura da temporada terminou de forma triste para os dois únicos representantes do país no grid. Ambos classificaram o choque como "acidente de corrida".
F1 GP da Austrália Jenson Button Sebastian Vettel (Foto: Reuters)
Aplauos de Vettel para Button: o inglês superou o atual campeão na abertura da temporada (Foto: Reuters)
A superioridade de McLaren e RBR sobre as demais equipes, demonstrada nos testes de pré-temporada, foi confirmada nesta etapa de abertura. A escuderia inglesa mostrou estar com ligeira vantagem sobre a rival e poderia ter emplacado uma dobradinha se Hamilton não tivesse perdido a posição para Vettel com a entrada do safety car na metade final da prova. Mesmo com o mau desempenho da Ferrari nos testes, Fernando Alonso conseguiu chegar na quinta posição - a diferença do espanhol para Webber, no entanto, foi de 17s.

Button assume a ponta na largada

A liderança do pole position Lewis Hamilton durou poucos metros. Button largou melhor que o companheiro de McLaren e assumiu a ponta logo na primeira curva do circuito de Albert Park. Quem também fez ótima largada foi Nico Rosberg, da Mercedes, pulando de sétimo para quarto. Bruno Senna teve sua Williams tocada pela STR de Daniel Ricciardo e precisou parar nos boxes já na primeira volta.
A expectativa de Michael Schumacher em finalmente conseguir um resultado expressivo nessa nova fase da carreira acabou com apenas 12 voltas. Após largar em quarto, melhor posição desde seu retorno às pistas, o heptacampeão vinha se mantendo entre os primeiros colocados até sofrer com problemas no câmbio da Mercedes e deixar a corrida. Outro que saiu frustrado logo no início foi Romain Grosjean, da Lotus. Terceiro no grid, o francês perdeu muitas posições na largada, foi tocado por Pastor Maldonado na segunda volta e saiu.
F1 GP da Austrália Jenson Button (Foto: Getty Images)
Jenson Button passeia no Albert Park: vitória tranquila para o inglês neste domingo (Foto: Getty Images)
Os dois carros da McLaren mostraram superioridade na primeira metade da corrida. Depois da primeira parada nos boxes, enquanto Button manteve um bom ritmo na liderança, Hamilton acabou perdendo segundos preciosos atrás da Sauber de Sergio Pérez, que ainda não havia feito o pit stop e se encontrava na segunda posição.

Safety car movimenta a prova
Na 36ª volta, a entrada do safety car para a retirada do carro de Vitaly Petrov, da Caterham, que quebrou na reta principal, movimentou a prova. Quem se deu bem foi Sebastian Vettel. O alemão se aproveitou da nova regra que permite a parada nos boxes com o safety car na pista e ganhou a posição de Lewis Hamilton. Com o limite de velocidade em razão da bandeira amarela, o inglês, que havia feito seu pit stop uma volta antes da paralisação da corrida, voltou atrás do alemão. Na primeira volta após a relargada, Button abriu mais de três segundos para a RBR de Vettel.

Massa e Bruno se chocam

A dez voltas do fim, Felipe Massa e Bruno Senna, que já não vinham fazendo boa corrida, tiveram um fim melancólico. Na disputa pela 13ª posição, com Daniel Ricciardo, da STR, a Ferrari e a Williams se tocaram e ficaram enganchadas. Massa deixou a prova, enquanto Bruno seguiu para os boxes para fazer reparos no carro e abandonou pouco depois.
No pelotão da frente, Button administrou a vantagem na liderança com tranquilidade, mostrando seu talento em poupar o desgaste dos pneus e cruzou a linha de chegada em primeiro. Vettel assegurou o segundo lugar e comemorou muito. Hamilton chegou a ser pressionado por Webber, mas conseguiu manter o terceiro lugar. Apesar do pódio, o campeão mundial de 2008, que tinha festejado a pole no sábado, saiu com cara de poucos amigos.
Companheiro de Bruno na Williams, Maldonado fazia prova espetacular até a última volta. O venezuelano estava na sexta colocação, próximo da Ferrari de Alonso, quando perdeu o controle do carro e bateu forte. Também na volta final, Sergio Pérez, da Sauber, e Nico Rosberg, da Mercedes, se tocaram na luta pelo oitavo lugar e causaram uma grande confusão. Enquanto Rosberg ficou para trás, Pérez conseguiu segurar as STRs de Ricciardo e Jean-Eric Vergne e a Force India de Paul di Resta. Os quatro protagonizaram uma chegada incrível, com apenas quatro décimos de diferença entre o oitavo e o 11º colocados. Desfecho bem diferente do de Button, que passeou nas 58 voltas e abriu a temporada com uma vitória tranquila.
F1 GP da Austrália Jenson Button namorada Jessica Michibata (Foto: Getty Images)
Button comemorou vitória com beijo na namorada, a modelo Jessica Michibata (Foto: Getty Images)

Confira o resultado final do GP da Austrália, em Melbourne (307,574 quilômetros):
1 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 58 voltas em 1h34m09s565
2 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 2.139
3 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 4.075
4 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 4.547
5 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 21.565
6 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 36.766
7 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) - a 38.014
8 - Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 39.458
9 - Daniel Ricciardo (AUS/STR-Ferrari) - a 39.556
10 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 39.737
11 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR-Ferrari) - a 39.848
12 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 57.642
13 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) - a 1 volta
14 - Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) - a 1 volta
15 - Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) - a 2 voltas

Não completaram:
Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) - a 4 voltas / abandono
Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 11 voltas / abandono
Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) - a 16 voltas / abandono
Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) - a 21 voltas / mecânico
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 47 voltas / câmbio
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) - a 56 voltas / acidente
Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) - a 57 voltas / acidente
Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth) - não participou/fora do limite de 107%
Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) - não participou/fora do limite de 107%

Melhor volta: Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m29s187, 56ª volta

Vettel supera problemas nos pneus, vence na Bélgica e acaba com jejum

Alemão da RBR chega ao seu sétimo triunfo em 2011 e amplia vantagem. Brasileiros vão mal: Massa é o oitavo, Bruno Senna, o 13º, e Rubinho, o 16º



Após três corridas sem vencer, parecia que a sorte tinha abandonado Sebastian Vettel no GP da Bélgica. Afinal, antes da largada, foi descoberto que seu carro tinha um problema de bolhas nos pneus dianteiros por causa do acerto de pista molhada para os treinos. Mas o alemão da RBR tratou de surpreender a todos novamente. Com uma corrida inteligente e agressiva, ele superou os rivais em Spa-Francorchamps e não teve problemas para chegar ao seu sétimo triunfo em 2011, encerrar o incômodo jejum e, de quebra, ampliar a vantagem na liderança do Mundial para 92 pontos.
Apesar de uma péssima largada, quando caiu para oitavo, o australiano Mark Webber, da RBR, conseguiu se recuperar e chegar em segundo, após um excelente desempenho com os pneus médios. Jenson Button, da McLaren, que saiu apenas em 13º, fez uma tática ousada com um pit stop precoce, andou a maior parte da corrida com os macios, fez várias ultrapassagens, e foi premiado com um pódio. Fernando Alonso, que vinha em terceiro, foi superado pelo inglês no fim. O espanhol da Ferrari teve de se contentar com a quarta posição.

Formula 1 - GP da Bélgica - Vettel comemora (Foto: Reuters)
Pela nona vez no ano, Vettel faz o número 1, seu gesto característico para comemorar (Foto: Reuters)
 Os brasileiros não tiveram um bom desempenho. Sétimo colocado no grid, Bruno Senna fez uma largada desastrada, acertou Jaime Alguersuari, perdeu posições e acabou punido. O piloto da Renault-Lotus chegou apenas em 13º. Felipe Massa, da Ferrari, quarto no grid, ficou preso atrás de Nico Rosberg por muito tempo e ainda sofreu um furo de pneu no fim. Ele foi apenas o oitavo na corrida, após superar o russo Vitaly Petrov na última volta. Rubens Barrichello, da Williams, tocou em Kamui Kobayashi no fim, precisou trocar o bico e caiu para a 16ª posição.
Na corrida que marcava os 20 anos de sua estreia na Fórmula 1, Michael Schumacher lembrou aquele piloto dos velhos tempos. Após largar em último por causa de uma roda que se soltou no treino e provocou um acidente, o alemão da Mercedes fez uma bela prova de recuperação em Spa e chegou na quinta posição, após ultrapassar o companheiro Nico Rosberg a três voltas do fim. Seu compatriota terminou em sexto.
A próxima corrida da temporada será o GP da Itália, no circuito de Monza, no dia 11 de setembro.


A corrida
Após dois dias com chuva nos treinos, a previsão para a corrida era de pista seca. E a largada foi autorizada com o tempo nublado. Vettel manteve a ponta na La Source, seguido por Rosberg e Massa, que foi ultrapassado em seguida por Hamilton. Webber saiu muito mal e caiu de terceiro para oitavo. Alonso, por sua vez, subiu para a quinta posição.
Bruno Senna, que tinha a sétima posição no grid, exagerou na freada para a La Source, travou as rodas e acertou o carro de Jaime Alguersuari, que atingiu o de Alonso na sequência. O espanhol da STR acabou tendo a suspensão dianteira esquerda quebrada e abandonou. O brasileiro caiu para a última posição e ainda precisou entrar nos boxes ao fim da primeira volta para trocar o bico. Mais tarde, ele acabaria punido com um drive through por causa do incidente.

Formula 1 - GP da Bélgica - Toro Rosso acidente (Foto: Getty Images)
Jaime Alguersuari com a suspensão quebrada após ser abalroado por Bruno Senna (Foto: Getty Images)
 Mais atrás, Webber e Button fizeram seus pit stops logo na quarta volta. Com problemas nos pneus, Hamilton foi ultrapassado por Massa e Alonso seguidamente, mas se manteve no ritmo dos rivais. O brasileiro, entretanto, ficou preso mais uma vez atrás de Rosberg, como em várias corridas desta temporada. Ele acabaria superado, na mesma volta, pelo companheiro espanhol e pelo inglês da McLaren, caindo para a quinta posição.
Vettel, outro que sofria com as bolhas nos pneus dianteiros, parou na sexta volta e Rosberg assumiu a liderança. Apenas momentaneamente, porém, já que Alonso e Hamilton o ultrapassaram rapidamente em seguida. Enquanto isso, o alemão da RBR, com os compostos novos, andava bem rápido. O espanhol entrou nos boxes na nona volta e o inglês, na 11ª.

Formula 1 - GP da Bélgica - Hamilton (Foto: Getty Images)
Hamilton sai do carro após o forte acidente na freada para a Les Combes em Spa (Foto: Getty Images)
 A liderança voltou às mãos de Vettel, enquanto Alonso já estava novamente na segunda posição após superar Petrov e Kobayashi na pista. Hamilton passou o russo em seguida e ficou atrás do japonês da Sauber. Só que, na 13ª volta, o inglês disputava a posição com o rival na reta e os dois se tocaram. Lewis levou a pior e bateu forte na freada para a Les Combes. Felizmente nada aconteceu com o piloto, mas o safety car teve de entrar na pista.
Vettel aproveitou a bandeira amarela para fazer mais uma parada e caiu para terceiro. Alonso manteve na ponta na relargada e o alemão da RBR, com pneus novos, superou facilmente o companheiro Webber. Já Massa era superado mais uma vez por Rosberg, caindo para quinto.

Na 18ª volta, Vettel finalmente passou Alonso, na freada para a Les Combes, e abriu uma boa vantagem na liderança. Com uma tática diferente, Button vinha escalando o pelotão e assumiu o sexto posto na 23ª, após superar Schumacher e Adrian Sutil de forma seguida. O inglês ainda ultrapassou Massa, por fora, na Bus Stop, para subir para quinto.
Com Vettel tranquilo na ponta apesar das bolhas nos pneus, Button já era o quarto colocado após superar Rosberg. Na 30ª volta, a última janela de paradas foi aberta com a entrada de Alonso e Vettel. Webber entrou na passagem seguinte. Todos eles colocaram os médios para não precisar fazer mais pit stops na corrida. O inglês da McLaren assumiu a ponta.

Formula 1 - GP da Bélgica - Vettel (Foto: Getty Images)
Sebastian Vettel teve tranquilidade na parte final da prova em Spa-Francorchamps (Foto: Getty Images)
 Só que por pouco tempo. Na 32ª, Vettel superou Button e voltou a liderar. O inglês entrou nos boxes uma volta depois e caiu para a quarta posição. Massa, que tinha parado na 31ª, teve um pneu furado e entrou nos boxes na passagem seguinte. Com isso, o brasileiro caiu para a 11ª posição. Webber passou Alonso em seguida e deu condições a uma dobradinha da RBR em Spa.

 Schumacher, que largou em último e fazia uma excepcional prova de recuperação, colou no companheiro Rosberg na 38ª volta, na briga pela quinta posição. Pelo rádio, a Mercedes avisou aos dois que eles estavam livres para lutar na pista. E o heptacampeão conseguiu a ultrapassagem quatro voltas depois, assegurando uma boa posição nos 20 anos de sua estreia na F-1.
Com Vettel bem na frente e Webber em segundo, a briga nas últimas voltas foi entre Button e Alonso. O inglês passou o espanhol a duas voltas do fim e assegurou o pódio. O alemão e o australiano da RBR, por sua vez, cruzaram a linha de chegada em mais uma dobradinha.

Confira o resultado final do GP da Bélgica (308,052 quilômetros):
1 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 44 voltas em 1h26m44s893
2 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 3s741
3 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 9s669
4 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 13s022
5 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 47s464
6 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 48s674
7 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 59s713
8 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 1m06s076
9 - Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - a 1m11s917
10 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - a 1m17s615
11 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 1m23s994
12 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 1m31s976
13 - Bruno Senna (BRA/Renault-Lotus) - a 1m32s985
14 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) - a 1 volta
15 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - a 1 volta
16 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a 1 volta
17 - Jerome d'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - a 1 volta
18 - Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - a 1 volta
19 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - a 1 volta

Não completaram:
Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 17 voltas/mecânico
Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth) - a 31 voltas/mecânico
Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 32 voltas/acidente
Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 38 voltas/asa traseira
Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 44 voltas/acidente

Melhor volta:
Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m49s883, na 33ª

Fonte: GloboEsporte.com

Em dia de coadjuvante, Vettel fica para trás, e Hamilton vence na Alemanha

Inglês assume ponta na largada e conquista segunda vitória no ano. Alonso e Webber completam o pódio, enquanto líder fica em quarto, à frente de Massa


Sebastian Vettel disse durante a semana que correr em casa era um incentivo a mais. Afirmou que, na busca pela primeira vitória em seu país, não havia pressão. O líder do campeonato, no entanto, foi apenas um coadjuvante no emocionante GP da Alemanha deste domingo. Fora da briga pela vitória durante toda a corrida, o alemão viu Lewis Hamilton tomar o papel de protagonista e dominar o circuito de Nürburgring praticamente do início ao fim. Em dia brilhante, o piloto da McLaren levou a melhor na disputa com Fernando Alonso, da Ferrari, e Mark Webber, da RBR, e conquistou sua segunda vitória na temporada, dando uma nova feição ao Mundial de Pilotos.
Alonso, que chegou a liderar em alguns momentos da corrida, levou a Ferrari mais uma vez ao pódio, em segundo lugar. Com pouco combustível para ir aos boxes no fim da corrida e com medo de ser punido por não ter o suficiente para a inspeção, o espanhol acenou e pegou carona com Webber, que perdeu a ponta logo na largada, teve de se contentar com a terceira posição, e, embora tenha se mantido perto dos dois primeiros, pouco ameaçou. Por conta do passeio pelo circuito, os dois devem receber uma advertência.


Hamilton no GP da Alemanha (Foto: AFP)
Hamilton assumiu a ponta na largada e dominou o GP da Alemanha (Foto: AFP)
 O melhor duelo, no entanto, foi pelo quarto lugar. Apesar da pressão de Vettel, Felipe Massa se defendia como dava e segurava os 12 pontos para a classificação. Na última volta, porém, em sua terceira ida aos boxes, a Ferrari demorou, e o alemão tomou a posição, cruzando a linha de chegada em quarto, fora do pódio pela primeira vez desde o GP da Coreia, no ano passado. Já o brasileiro terminou em quinto, à frente de Adrian Sutil, da Force India, e da dupla da Mercedes, Nico Rosberg e Michael Schumacher.

- Foi uma corrida muito difícil. O mais difícil foi a largada. Eu larguei muito bem, mas acabei tomando uma espremida na primeira curva. Depois, lógico, a corrida foi muito boa. Pena pelo que aconteceu no final - disse Massa, em entrevista à TV Globo após o GP.
Das principais equipes, Jenson Button foi quem levou a pior. O piloto da McLaren precisou abandonar a prova na 36ª volta, por problemas hidráulicos. Rubens Barrichello, da Williams, também não completou a corrida, devido a um vazamento de óleo de seu motor.
- Eu queria continuar, mas os engenheiros disseram que o motor ia quebrar. Eu ainda me mantive na pista mesmo com eles mandando eu sair, mas não deu. Não tinha o que fazer, tive que parar - disse o brasileiro.
Com o resultado, Sebastian Vettel se mantém na liderança do campeonato, com 216 pontos. Seu companheiro de equipe, Mark Webber, vem em segundo, com 139. O australiano, no entanto, é seguido de perto por Hamilton, com 134, e Alonso, com 130. Jenson Button aparece em quinto, com 109, enquanto Felipe Massa é o sexto, com 62.
Os pilotos não vão ter descanso. No próximo domingo, voltam às pistas para o GP da Hungria, em Budapeste.

Na largada, Hamilton assume a ponta
Com a chuva que caiu pela manhã em Nürburgring, a apenas alguns segundos da largada, poucas equipes haviam decidido quais pneus usar na saída. Com a pista seca, no entanto, a maioria escolheu pneus macios para a corrida.
A largada foi movimentada. Surpresa do treino classificatório de sábado, Lewis Hamilton aproveitou a saída ruim de Mark Webber e tomou a liderança antes da primeira curva. Fernando Alonso também forçou passagem e ficou com a terceira posição, que era de Sebastian Vettel. Felipe Massa tentou ganhar posições por fora, mas foi prejudicado por uma freada do alemão e acabou sendo superado por Nico Rosberg, da Mercedes.
Lá atrás, Schumacher ganhou duas posições e pulou de décimo para oitavo. Rubens Barrichello se aproveitou de um toque de Paul di Resta em Nick Heidfeld na curva três para ganhar três posições e ficar em 11º.
Logo na segunda volta, Alonso errou na freada, escapou e voltou a perder a terceira posição para Vettel. Não por muito tempo. Na nona volta, foi a vez do líder do campeonato perder o controle da freada na grama e ser superado pelo espanhol. Naquele momento, dos boxes, Felipe Massa recebia a ordem de partir para cima de Rosberg: “Você tem de ultrapassá-lo agora”. O brasileiro, no entanto, só conseguiu superar o piloto da Mercedes na 12ª volta, depois de forçar a barra e chegar a tocar no rival.


Webber e Alonso disputam posição na largada do GP da Alemanha (Foto: Reuters)
 Hamilton erra, é ultrapassado, mas retoma a ponta
Nick Heidfeld foi o primeiro a deixar a corrida. Depois de tentar a ultrapassagem por fora, o alemão não achou espaço, tocou no carro de Sebastien Buemi e saiu do chão. Na briga pela dianteira, Hamilton errou na freada na chicane e viu Webber retomar a liderança. Não por muito tempo. O inglês ditou o ritmo e passou pela direita, assumindo novamente a ponta.

O primeiro a ir para os boxes foi Mark Webber. Com o bom trabalho da RBR, o australiano voltou em sexto, em boas condições de brigar pela ponta. Felipe Massa chegou a liderar antes de fazer sua parada, a mais rápida do pelotão da frente. No retorno à pista, o brasileiro conseguiu se posicionar à frente de Vettel, apesar da pressão do alemão.
Na 18ª volta, Barrichello, com um vazamento de óleo no motor de sua Williams, precisou abandonar a prova, após ordens da equipe. Pouco depois, Schumacher repetiu Vettel, derrapou na grama e rodou (veja no vídeo acima). O alemão, no entanto, conseguiu se recuperar e voltou à corrida.
Na frente, Webber seguia na liderança, à frente de Hamilton e Alonso. Massa, em quarto lugar, aparecia distante do trio, enquanto Vettel lidava com problemas de aquecimento no pneu e defeito no freio e não conseguia acompanhar o ritmo.

Alonso assume a liderança, mas Hamilton recupera a ponta
Na metade da prova, Mark Webber foi pela segunda vez aos boxes. A RBR demorou um pouco mais, e o australiano acabou perdendo a liderança para Hamilton, que também fez sua segunda parada. Em duelo sensacional, Alonso chegou a assumir a ponta depois de voltar dos boxes, mas, com os pneus frios, não resistiu à pressão do inglês e foi ultrapassado.
Na 36ª volta, Jenson Button, que acabara de ultrapassar Rosberg na briga pela sexta posição, abandonou a corrida por problemas hidráulicos em sua McLaren. Em quinto, Vettel fez sua segunda parada, antes de Massa, que permaneceu na pista. A mais de 16s do trio da dianteira, o brasileiro apenas torcia por um erro dos rivais.
Na segunda parada, no entanto, a Ferrari demorou, e Vettel tirou a diferença para Massa. O líder do campeonato, então, passou a pressionar o brasileiro, que, mesmo com os pneus frios, conseguiu segurar a quarta posição. Dos boxes, os engenheiros da McLaren pediam para Hamilton tentar manter os pneus médios até o limite, já que, com eles, o inglês conseguia ter um ritmo melhor que os rivais, com compostos duros.

 A 15 voltas do fim, Massa travou a roda traseira na freada e chegou a sair da pista. Apesar da pressão de Vettel, no entanto, o brasileiro conseguiu se manter à frente do alemão. A briga pela ponta ganhou mais emoção a oito voltas do término. Hamilton seguiu para os boxes e foi o primeiro a usar pneus duros.
Alonso, então, retomou a ponta e a corrida ficou aberta. O espanhol conseguiu segurar até a 54ª volta e também foi para os boxes. No retorno, no entanto, Hamilton foi mais rápido e conseguiu recuperar a liderança. Para não sair mais.
Na última volta, porém, um novo toque de emoção. Na briga pelo quarto lugar, Felipe Massa e Sebastian Vettel deixaram a troca obrigatória por pneus duros para o último momento. Os dois foram juntos para os boxes, mas o alemão levou a melhor. Mais lenta, a Ferrari acabou prejudicando o brasileiro, que viu o líder do Mundial vencer a briga na reta final e cruzar a linha de chegada em quarto.


Confira a classificação final do GP da Alemanha
1 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 60 voltas em 1h37m30s334
2 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 3s980
3 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 9s788
4 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 47s921
5 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 52s252
6 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 1m26s208
7 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 1 volta
8 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 1 volta
9 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 1 volta
10 - Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - a 1 volta
11 - Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 1 volta
12 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 1 volta
13 - Paul Di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 1 volta
14 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - a 1 volta
15 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 1 volta
16 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - a 2 voltas
17 - Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - a 3 voltas
18 - Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - a 3 voltas
19 - Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth) - a 3 voltas
20 - Karun Chandhok (IND/Lotus-Renault) - a 4 voltas


Não completaram:
Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - a 23 voltas/mecânico
Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 25 voltas/hidráulico
Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - 44 voltas/motor
Nick Heidfeld (ALE/Renault-Lotus) - a 51 voltas/acidente
Melhor volta: Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m34s302, na 59ª

Fonte: globoesporte.com

Alonso quebra o gelo, deixa as RBRs para trás e vence o GP da Inglaterra

Espanhol põe a Ferrari no topo do pódio pela primeira vez no ano, seguido por Vettel e Webber; Felipe Massa chega em quinto, atrás de Lewis Hamilton



“Em Silverstone, vamos descobrir onde estamos”. A frase profética de Fernando Alonso após o GP da Europa ainda deixava no ar a dúvida sobre a escalada da Ferrari, que a cada corrida ameaçava beliscar a supremacia da RBR. A descoberta veio neste domingo. No fim de semana marcado pelo polêmico vaivém das regras, o bicampeão mundial quebrou o gelo da temporada. Finalmente deixou o líder Sebastian Vettel para trás, venceu o GP da Inglaterra e colocou molho num campeonato que caminhava para a monotonia. As RBRs de Vettel e Mark Webber completaram o pódio, mas viram pela primeira vez um intruso carro vermelho puxando a fila.
A outra Ferrari não aproveitou o embalo: Felipe Massa chegou em quinto, atrás das duas RBRs e da McLaren de Lewis Hamilton, que cruzou em quarto. Foi a 27ª vitória da carreira de Alonso, a primeira da escuderia italiana desde o GP da Coreia do Sul no ano passado. Para Vettel, fica o consolo de que ainda tem 80 pontos de folga na liderança e correrá em casa daqui a duas semanas, dia 24, no GP da Alemanha. Até lá, a questão do regulamento continua aberta. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) afirmou que, se houver consenso, a limitação do uso dos difusores será revogada. Mas na reunião deste domingo, antes da corrida, Ferrari e Sauber não assinaram o acordo.


fernando alonso ferrari gp da Inglaterra (Foto: agência AP)
Ao deixar o carro, Alonso vibra com a primeira vitória da Ferrari na temporada 2011 (Foto: agência AP)
 Alonso, que largou em terceiro, ganhou a primeira posição numa parada nos boxes na 27ª volta, quando Vettel teve problemas com o macaco do seu carro. Após cruzar a linha de chegada e saborear novamente uma vitória, o espanhol vibrou muito. Festejou no pódio e recebeu o troféu diante do príncipe Harry, que tinha visitado os boxes da RBR antes da corrida.
Webber teve a chance de ultrapassar Vettel na última volta, mas a RBR, pela primeira vez, interferiu e pediu para que eles segurassem as posições até o fim. O mesmo não pode ser dito de Massa e Hamilton, que disputaram o quarto lugar até a bandeirada final. O brasileiro tentou dar o bote na última curva e chegou a ser tocado duas vezes pelo rival, mas não conseguiu a ultrapassagem e chegou 24 milésimos atrás do inglês.
O também inglês Jenson Button não teve uma boa corrida em casa. Abandonou a prova e perdeu a vice-liderança do campeonato para Webber. O brasileiro Rubens Barrichello chegou em 13º lugar.

Na largada, Vettel pula na frente

A previsão na largada era de que a chuva não daria as caras durante a prova, mas já tinha chovido mais cedo. Com vários pontos molhados na pista, as equipes não tinham outra escolha a não ser largar com pneus intermediários.
Quando as luzes vermelhas se apagaram, Vettel mal precisou mexer no volante para ganhar a primeira posição de Webber. O alemão pisou fundo, deixou o companheiro de equipe na saudade e levantou spray para quem vinha atrás. Massa ameaçou disputar o terceiro lugar com Alonso, mas acabou sendo ultrapassado por Button. Na segunda volta, enquanto os carros da RBR já abriam dois segundos para Alonso, o brasileiro recuperou sua posição. E Hamilton, que largou em décimo, voou até quinto, superando inclusive Button, seu colega de McLaren. Rubinho largou mal e caiu de 15º para 20º.
Na quarta volta, a autoconfiança de Hamilton quase lhe deu uma rasteira. Quando já se aproximava de Massa, o inglês perdeu o controle do carro, escapou e permitiu que o brasileiro respirasse. Não levou muito tempo para os dois ficarem colados de novo. A partir da quarta volta, Lewis passou a caçar Felipe na pista, numa disputa que só teria seu último capítulo na bandeirada final.


largada gp da inglaterra (Foto: Agência Reuters)
Na largada, Vettel pulou na frente, ainda com trechos molhados na pista (Foto: Agência Reuters)
 Michael Schumacher, da Mercedes, ignorou as leis da física e tentou passar através da Sauber de Kamui Kobayashi. Levou a pior e teve de parar para trocar a asa dianteira. Foi parar na 18ª posição e, pouco depois, ainda teve de voltar aos boxes para cumprir uma punição de dez segundos. Ainda assim, o heptacampeão terminaria a corrida em nono, dento da zona de pontuação.
Na 12ª passagem, os outros pilotos também foram para os boxes, mas por um motivo diferente: colocar os pneus para pista seca. Três voltas depois, quase ao mesmo tempo, as McLarens deram o bote em cima das Ferraris. Primeiro foi Button, que tomou a quinta posição de Massa. Em seguida foi Hamilton, que assumiu o terceiro posto deixando Alonso para trás. A resposta do espanhol veio na 24ª volta, quando retomou a posição do inglês.

Nos boxes, Alonso pula para a ponta

Na 27ª, Vettel e Alonso, líder e vice-líder da prova, pararam juntos. A Ferrari ganhou a disputa nos boxes, e ali a corrida mudou de figura. O alemão, que estampava fotos dos mecânicos da RBR no capacete, teve problemas com o macaco que levanta o carro. Perdeu segundos preciosos e viu o espanhol voltar na ponta, seguido de muito perto por Hamilton. Naquele momento, Vettel e Webber já se viam em uma situação pouco comum: atrás de uma Ferrari e uma McLaren.
Pouco acostumado a ver carros à sua frente, Vettel partiu para cima de Hamilton. Na 36ª passagem, tentou dar o bote, os dois quase se tocaram, mas o inglês se defendeu bem. Aí a RBR se redimiu do problema na parada anterior. Fez as contas, chamou Vettel para os boxes e o colocou de volta na pista na frente de Hamilton, que também tinha parado.
Button, que àquela altura estava numa provisória terceira posição, foi prejudicado por um erro da McLaren. Na parada nos boxes, a equipe liberou o carro com a roda dianteira direita solta. O inglês logo percebeu o perigo, encostou e se viu forçado a abandonar a prova. Com isso, perdeu a vice-liderança do Mundial e, em casa, manteve a sina de nunca vencer ou fazer pole em Silverstone.
Seu companheiro de McLaren, em terceiro lugar, sofria com o assédio de Webber, que vinha em quarto. Dos boxes, Hamilton recebeu o incentivo: “Faça o que puder para segurá-lo”. Não deu. A seis voltas do fim, o australiano caprichou na manobra e assumiu a terceira posição.
Naquele momento, Alonso abria 17 segundos de vantagem para Vettel, com Webber, Hamilton e Massa na sequência. Os mecânicos da RBR aplaudiram a manobra de Webber, que colocou os dois carros da equipe no pódio. Mas havia um incômodo ponto vermelho no meio da história. Conforme tinha avisado, Alonso realmente descobriu em Silverstone o lugar onde está: no topo.


fernando alonso ferrari gp da Inglaterra (Foto: Agência Reuters)
Pela primeira vez no ano, a bandeirada foi para um carro vermelho, em vez da RBR (Foto: Agência Reuters)



Veja o resultado final do GP da Inglaterra:

1. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m41s951
2. Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m38s521
3. Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – 1m38s436
4. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m39s202
5. Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m38s734
6. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1m39s499
7. Sergio Pérez (MEX/Sauber- ) - 1m40s933
8. Nick Heidfeld (ALE/Renault-Lotus) - 1m40s446
9. Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - 1m39s704
10. Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - 1m40s568
11. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 1m38s982
12. Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - 1m39s211
13. Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - 1m39s474
14. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - 1m38s572
15. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - 1m38s877
16. Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - 1m42s202
17. Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth - 1m42s435
18. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - 1m47s559
19. Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth) - 1m46s610

Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - parou na volta 40
Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - parou na volta 27
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - parou na volta 27
Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) -
Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - parou na volta 03

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Vettel escapa de incidentes, domina e vence emocionante GP de Mônaco

Alemão segurou pressão de Alonso e Button antes de interrupção causada por acidente de Alguersuari e Petrov. Barrichello é o nono e marca pontos.

Nem parecia o GP de Mônaco. Com as novas regras e os pneus que se desgastam mais rápido, as corridas monótonas e sem ultrapassagens ficaram no passado. O que não mudou foi o vencedor da prova: Sebastian Vettel, da RBR, que chegou ao seu quinto triunfo em seis provas. Mas foi com emoção, já que ele foi pressionado por Fernando Alonso e Jenson Button durante quase toda a parte final da prova. O espanhol da Ferrari terminou na segundo posição, a pouco mais de um segundo do alemão, e o inglês da McLaren completou o pódio, em terceiro.
Vettel, aliás, foi o piloto que mais se beneficiou da bandeira vermelha mostrada a apenas sete voltas do fim e que provocou a interrupção da prova. A decisão foi tomada após o acidente ennvolvendo vários carros nos S da Piscina e que deixou Jaime Alguersuari e Vitaly Petrov no guard rail. A ambulância teve de entrar na pista para socorrer o russo da Renault-Lotus, que foi levado ao hospital com dores na perna. Os comissários permitiram a troca de pneus na interrupção, o que beneficiou muito o alemão da RBR. Ele não foi ameaçado pelos rivais após o reinício.


Vettel comemora vitória no GP de Mônaco (Foto: AP)
Vettel comemora vitória no GP de Mônaco tomando um banho de champanhe dos mecânicos (Foto: AP)

Mark Webber chegou na quarta posição fazendo a volta mais rápida na 78ª e última da corrida. O australiano da RBR superou o japonês Kamui Kobayashi na freada para a Chicane do Porto. O piloto da Sauber ainda conseguiu uma excelente quinta posição. Lewis Hamilton, que recebeu uma punição por ter tocado em Felipe Massa no início da corrida, foi o sexto após jogar Pastor Maldonado no guard rail uma volta após a relargada. O inglês da McLaren foi investigado pelos comissários e recebeu um acréscimo de 20 segundos a seu tempo, mas não perdeu posições.

Rubens Barrichello tinha uma tática diferente, de apenas uma parada, mas foi uma das vítimas do primeiro safety car da corrida, já que tinha feito seu único pit stop poucos momentos antes, e perdeu uma volta. Com todas as confusões da prova, ele acabou conseguindo subir para a nona posição e marcar os dois primeiros pontos seus e da Williams na temporada 2011 da Fórmula 1.
Felipe Massa, que tinha largado em sexto e estava disputando posições contra Webber e Hamilton, abandonou a prova na 32ª volta. O brasileiro da Ferrari, que tinha sofrido um toque do inglês da McLaren na curva Loews, bateu em seguida no túnel. Ele culpou o rival pelo acidente, graças ao entrevero entre ambos na curva mais lenta do campeonato.

A corrida

Em um dia ensolarado em Mônaco, o grid de largada contava apenas com 23 carros, já que Sergio Pérez bateu forte no treino classificatório e precisou passar a noite no Hospital Princesa Grace sob observação por causa de uma concussão e um estiramento na coxa. A Sauber, então, participaria da corrida com apenas um carro, o do japonês Kamui Kobayashi, que largaria na 12ª posição.
Pole position, Vettel manteve a ponta na largada, seguido por Button e Alonso, que ganhou a posição de Webber na Sainte Devote. Massa se manteve em sexto, mas acabou superado por Rosberg, que deu um salto espetacular e passou o companheiro Schumacher se espremendo no muro. O heptacampeão demorou a se mover e acabou caindo para a décima posição.
A primeira volta foi movimentada e Schumacher fez uma bela ultrapassagem sobre Hamilton na curva Loews, a mais lenta da Fórmula 1. Só que o alemão, com menos rendimento, começou a ser pressionado pelo inglês, que ficou preso mesmo com um carro melhor. Na frente, Vettel abria uma boa vantagem para Button, que mantinha Alonso a uma distância segura, na terceira posição.

 A briga entre Schumacher e Hamilton durou até a décima volta, quando o inglês usou a asa móvel na reta dos boxes e superou o alemão na freada para a Sainte Devote, em uma bela manobra. Duas voltas depois foi a vez de Barrichello superar o heptacampeão, desta vez na Mirabeau, um ponto complicadíssimo para se passar em Mônaco e entrou na zona de pontuação.
Rosberg segurava Massa na briga pela quinta posição. O brasileiro tentou a ultrapassagem na Sainte Devote, mas acabou tocando no alemão e perdendo um pequeno pedaço da asa dianteira. Na 15ª volta, o brasileiro tentou a ultrapassagem na curva da Tabacaria, antes do S da Piscina e conseguiu sucesso. Junto com ele, Maldonado foi para a sexta posição.
Button abriu a primeira rodada de pit stops na 16ª volta e não teve problemas. Na passagem segunte entraram Vettel e Alonso. A RBR atrasou o alemão nos boxes e fez com que o atual campeão perdesse a liderança para o inglês da McLaren. Massa foi um dos últimos ponteiros a parar, na 27ª, mas o mecânico do macaco traseiro não conseguiu levantar o carro corretamente. Ele perdeu tempo e acabou voltando entre Webber e Hamilton na pista.
Hamilton começou a pressionar Massa, que se mantinha muito perto de Webber. O inglês tentava a ultrapassagem usando a asa móvel na reta dos boxes, mas o brasileiro se defendia muito bem. Até a 33ª volta. O inglês tentou a ultrapassagem na Loews, jogou o carro para cima do rival da Ferrari e ambos se tocaram. Massa se manteve à frente, mas Hamilton tentou de novo no túnel e o brasileiro acabou batendo no muro, parando na entrada da Chicane do Porto.
O incidente provocou a entrada do safety car, prejudicando os pilotos que tinham acabado de parar, como Barrichello. Sutil, Maldonado e Kobayashi, que entraram nos boxes já com a bandeira amarela, ganharam posições e entraram na zona de pontuação. O carro de segurança apagou as luzes na 38ª volta e anunciou sua entrada nos boxes para a relargada ser autorizada.
Os carros voltaram com bandeira verde na 39ª volta, com Vettel em primeiro e Button em segundo. O inglês começou a pressionar o alemão, já que teria de fazer outra parada nos boxes. O piloto da RBR conseguiu defender bem a posição, deixando o rival sem opção, a não ser de tentar antecipar sua parada para tentar recuperar a diferença na pista.
Na 43ª volta, Hamilton foi punido pelos comissários por causa do toque em Massa antes do primeiro safety car. Ele entrou nos boxes na passagem seguinte para cumprir sua pena. Ele voltou apenas na nona posição, exatamente onde largou na corrida deste fim de semana.
Button fez sua parada na 48ª volta, quando estava em segundo. Ele voltou em terceiro, mas bem distante de Alonso e Vettel, que já andavam próximos na briga pela primeira posição. Os pneus novos do inglês começaram a render uma boa velocidade para Button, que tirava a vantagem dos ponteiros a cada passagem, fazendo voltas cada vez mais rápidas.
Vettel, Alonso e Button ficaram juntos na pista na 52ª volta, separados por menos de um segundo. O alemão, que fez apenas uma parada, tinha de lidar com seus pneus macios já bem desgastados contra o espanhol e o inglês. A briga já durava 17 voltas, quando eles encontraram uma longa fila de ultrapassagens. Uma confusão nos S da Piscina causou uma nova entrada do safety car na pista, com os carros de Jaime Alguersuari e Vitaly Petrov no guard rail. Além deles, Sutil e Hamilton estavam envolvidos na confusão. A bandeira vermelha foi mostrada e a corrida, interrompida.


Confira o resultado final do GP de Mônaco, em Monte Carlo (260,520 quilômetros):


1 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 78 voltas em 2h09m38s373
2 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 1s138
3 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 2s378
4 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 23s100
5 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 26s900
6 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - a 47s200 (punido com 20 segundos)
7 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 1 volta
8 - Nick Heidfeld (ALE/Renault-Lotus) - a 1 volta
9 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - a 1 volta
10 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 1 volta
11 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 1 volta
12 - Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 2 voltas
13 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) - a 2 voltas
14 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - a 2 voltas
15 - Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - a 2 voltas
16 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - a 3 voltas
17 - Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth) - a 3 voltas
18 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - a 5 voltas/acidente

Não completaram a prova:
Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - a 11 voltas/acidente
Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 12 voltas/acidente
Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 46 voltas/acidente
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 46 voltas/motor
Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - a 48 voltas/suspensão

Não largou:
Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) - acidente no treino classificatório

Melhor volta: 
Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m16s234, na 78ª